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Ernesto Silva nasceu em Aljezur em 1938 na chamada "Vila Antiga", futuro centro histórico, em rua minúscula
que a sua poesia enobreceu num mundo de rima com posso de todos e de tanta coisa! É poeta de rima fluente e a narrativa como a sátira possuem nele um cultor de admiráveis méritos cuja interpretação se revela em juízos de valor, creditados em certames públicos.
Entre a miniatura do miolo de pão... e o barro houve apenas o espaço da primeira experiência / tentativa. A elasticidade da argila permitiu-lhe o voo da sua própria criação e ei-lo dominando uma nova dimensão e consequentemente um mundo mais variado. Conhecedor hoje de algumas correntes artísticas entrou no surrealismo por um determinismo que ele próprio não sabe explicar. E, o seu mundo onírico permitiu-lhe a criação de animais insólitos, na insólita posição entre a beleza e os objectos formais em que os enleia e transforma. Amante essencialmente da forma pejada do diálogo pertinente e assaz elaborado, as suas peças são o seu mundo e espaço da sua arte e do seu sentir. Se a cor possui para ele um circulo mais restrito, a ajuda eficaz da sua mulher, Zabel Moita, permite-lhe uma paleta cujos tons variam nomeadamente entre a gama dos castanhos e antracite. A patine sugere então nuances de ferro, cobre e diversificados metais. |